Exército de Israel anuncia evacuação de cidadãos que vivem próximos à Faixa de Gaza
- 8 de out. de 2023
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Cerca de mil pessoas - 600 em Israel e mais de 400 em Gaza - morreram em dois dias de guerra entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que capturou uma centena de israelenses em uma ofensiva que pegou o país de surpresa. "O inimigo ainda está no terreno", disse o Exército de Israel no domingo à noite.

Em um domingo tenso na região, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou um ataque com granadas de artilharia e mísseis guiados contra Israel. A ofensiva atingiu posições israelenses na área disputada conhecida como Fazendas Tchibá, localizada entre Líbano, Síria e Israel. O Hezbollah alegou que o ataque foi uma demonstração de solidariedade com o grupo extremista Hamas. Por sua vez, o exército de Israel respondeu atingindo uma infraestrutura terrorista do Hezbollah na região por meio do uso de drones, e advertiu que retaliaria caso o Líbano continuasse interferindo no conflito.
Na sequência, o programa de notícias "Jornal da Manhã" recebeu o professor Sandro Teixeira Moita, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, para analisar a situação. O professor explicou que Israel possui capacidade para responder aos ataques do Hamas, mas essa resposta deve ser modulada, uma vez que o Hamas contava com uma reação desproporcional de Israel como parte de sua estratégia. Israel havia convocado reservistas e mobilizado forças para a fronteira com Gaza, onde combates urbanos podem ser complicados.
Quando questionado sobre a duração do conflito, o professor observou que a duração dependerá dos objetivos do Hamas e das respostas políticas de Israel. Ele também destacou que Israel precisa enviar uma mensagem dupla, não apenas para o Hamas, mas também para os países vizinhos que podem apoiar iniciativas contra Israel. A situação pode se complicar devido aos problemas políticos internos de Israel e à necessidade de consolidar o poder do primeiro-ministro Netanyahu.
Em relação ao sequestro de pessoas, outro aspecto alarmante do conflito, o professor ressaltou que Israel enfrenta um dilema ao lidar com os sequestradores. Negociar com terroristas é uma opção difícil, e o governo israelense pode enfrentar decisões complexas nesse sentido.
Quando discutindo a participação de outros países, o professor apontou que, neste momento, o apoio é principalmente político, com notas internacionais de diferentes nações. O Irã é um dos principais apoiadores do Hamas, enquanto Israel recebe apoio de grande parte da comunidade internacional. O envio de ajuda material, especialmente de âmbito militar, pode ocorrer se o conflito se prolongar ou se agravar, mas Israel possui recursos próprios para lidar com a situação no momento.
Em resumo, a situação na região permanece tensa, com incertezas sobre a duração e desdobramentos do conflito entre Israel e o Hamas, bem como as implicações políticas e internacionais dessa crise em curso.




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